CBH Manhuaçu : Água na medida certa

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Financiado pelos Comitês de Bacia Hidrográfica, aparelho que aponta quando e quanto irrigar as lavouras é entregue gratuitamente para cerca de 240 produtores

 

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A plantação de capim mombaça na propriedade de seu Nério Justino da Silva, em Mutum, na região do Vale do Rio Doce, está verdinha. Não tanto pelo volume de chuvas, mas pela irrigação feita de forma adequada à cultura. O agricultor foi um dos agraciados com um irrigâmetro, um aparelho que aponta o momento certo da irrigação, a quantidade necessária para a plantação e quanto tempo deve ficar ligado. Com isso, ele evita o desperdício de água. “Reduziu nosso consumo por aqui. A instalação foi fácil e tem mais de um ano que só faço a irrigação com ele”, confirma seu Nério.

A distribuição gratuita do irrigâmetro faz parte das ações do Programa de Uso Racional da Água na Agricultura, que beneficiou 240 produtores rurais. Os participantes são indicados pelo Comitê de Bacia Hidrográfica (CBH) da região a que pertencem, com base em critérios de seleção que envolvem o tipo de cultura, a localização geográfica e o grau de conflito em torno da utilização do recurso natural.

Após serem selecionadas, as propriedades são visitadas por técnicos, que analisam o tipo de solo, as culturas e o sistema de irrigação mais adequado. A partir das informações coletadas, o aparelho é adaptado às necessidades do produtor rural. Sebastião Lourenço da Silva foi selecionado pelo CBH Manhuaçu para receber o irrigâmetro juntamente com outros quarenta produtores da região. Ele o utiliza nos cinco hectares da cultura de café, na zona rural de Pocrane. “Tem dado muito certo. Estamos em período de seca, neste momento, e, se todos utilizarem o equipamento, é possível ter água para todos”.

Essa é justamente a finalidade do irrigâmetro: conscientizar os produtores quanto ao valor da água e a necessidade de racionalizar seu uso, para manter a produtividade das culturas e dispor do recurso no futuro.

O produtor de hortaliças João Geraldo, do Córrego dos Costa, município de Manhuaçu, também foi contemplado com o equipamento. De acordo com ele, a produção aumentou cerca de 50% e agora não há mais desperdício de água nem de energia na propriedade. “Antes a bomba ficava ligada por muito tempo, encharcava o solo e gastava mais energia. Agora a bomba fica ligada tempo suficiente e a planta recebe a quantidade de água ideal”, comenta o produtor. “Ficamos satisfeitos de saber que um equipamento que foi financiado pelo Comitê tem gerado resultados tão positivos”, destaca orgulhoso o atual presidente do CBH, Senisi Rocha.

O equipamento
Antes de ter contato com o irrigâmetro, os produtores rurais são treinados sobre a implantação e manutenção do sistema de irrigação para o uso eficiente da água. Por meio de palestras, eles passam a conhecer os princípios básicos da irrigação, compreender o porquê de irrigar e como, quando e qual, sistema utilizar. Só então tem início a fase de demonstração do aparelho.

O equipamento desenvolvido pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) não tem custo algum para o produtor rural, tampouco sua instalação. De acordo com o tipo de solo, produto cultivado e modelo de irrigação, ele pode ser calibrado e cada produtor é treinado para manuseá-lo.

Como funciona o irrigâmetro
1- O momento de irrigar é apontado pelo aparelho. Não é necessário realizar cálculos ou elaborar gráficos. A quantidade de água que a plantação precisa é indicada diretamente na escala existente no tubo de alimentação.

2- Ele é equipado com uma régua temporal. Quando há a necessidade de irrigar, o tempo de funcionamento do equipamento é indicado diretamente na régua.

3- O irrigâmetro também conta com uma régua percentual, situada à esquerda do tubo de alimentação. A velocidade de deslocamento do equipamento de irrigação para aplicação da quantidade de água necessária à cultura é indicada diretamente na régua.

Fabiana Conrado
Assessoria de Imprensa e Publicações

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